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MORRE O EX-VEREADOR, ESCRITOR, PROFESSOR E PSICÓLOGO IBIRATAENSE KALÚ CALHEIRA

O falecimento ocorreu na manhã deste sábado (17), por volta das 05h da manhã em sua residência. De acordo informações de familiares, Kalú Calheira estava dormindo em sua residência e sofreu uma insuficiência respiratória, vindo à óbito. O seu corpo será velado na Câmara Municipal de Ibirataia e o sepultamento ocorrerá nesse domingo (18), em horário a ser anunciado. Lamentamos o ocorrido e deixamos nossos mais sinceros sentimentos à todos os familiares.

Acompanhe um pouco da história do Grande Kalú Calheira

Jose Antônio Calheira Silva,  filho de Maria Calheira e Antônio de Jesus Silva, nasceu em 18 de março de 1952,casado com Lucia Maria Simões teve quatro filhos, Lucio, Maria, Neto e Gibran e netos, Luiza,João Vicente, Leelah, Jade, Guilherme, Beatriz, Arthur, João Pedro
Foi uma criança e adolescente sempre muito tímido, fez o ensino fundamental, e primeiro grau no Ginásio de IBIRATAIA, nesta época com os amigos Leu Rodrigues, Wlisses Gonçalves, Nilton Calheira, Clerio Pimentel e Croner mirim ,Nivaldo Calheira Em 1968 CRIOU a primeira Banda THE MUGUES BOYS com instrumentos elétricos, que durou dois anos.
EM 1970 foi para Salvador fazer o segundo grau, onde fez ciências contábeis e cientifico, e participou das manifestações contra o golpe militar.  Mudou se para Brasilia, onde fez o vestibular de psicologia, passou e conclui psicologia clínica, industrial e licenciamento em filosofia, ciências e letras
Em 1976 foi orientador psicológico do time CEUB time profissional de Brasília e trenou o goleiro Paulo Victor que logo foi para a seleção brasileira. De volta a IBIRATAIA abriu uma Clínica de psicologia em Ipiaú, trabalhou no CEMIL com DR Cesário Calheira Neto, trabalhou também em Gongogi, em Ibirataia no Centro de Saúde Mental
Começou a frequentar a filosofia SEICHO NO EI, venceu a antiga timidez, fez vários cursos e palestras em quase todo Brasil
Viajou ao Japão e foi recebido na casa do Mestre fundador da Seicho-no-ie
Escreveu seis livros
VANTAGEM E DESVANTAGENS DA DEMOCRACIA
SEXO LIVRE E SEM MEDO
O MAPA DA MINA
PERCEPÇÃO UM OLHAR HOLÍSTICO PARA A EDUCAÇÃO
A ARTE DE SER NINGUÉM
Foi vereador e autor do HINO OFICIAL DE IBIRATAIA com Cosme Avelino Dos Santos que faleceu ainda muito jovem em um acidente de carro.
Além do Hino de Ibirataia tem músicas com vários artistas. (informações do Blog IbirataiaADM).
fonte> Ibirataia Noticias

NOVO CANAL DO YOU TUBE TROUXE ILHÉUS COMO PAUTA PRINCIPAL E AGITOU O CENÁRIO POLÍTICO DA CIDADE

A  semana de estreia do canal do you tube RádioZap Circo Brasileiro, da jornalista Caliana Mesquita, mostrou que Ilhéus será pauta principal da programação diária deste novo veiculo de comunicação virtual. Nos seus primeiros cinco programas, intitulado Bom dia Inteligentes Sociais, a apresentadora teceu comentários fortes sobre a atual administração pública da cidade, fazendo do seu espaço, realmente o fiel retrato do seu slogam ” Olhos, ouvidos e a boca da sociedade”.

 

Além de ironizar a participação do Governador da Bahia, do Prefeito de Ilhéus e de vereadores na abertura do supermercado privado, na cidade, o programa trouxe a tona reclamações de seguidores sobre as estradas na cidade, a exemplo do Rio do Braço e da precariedade do transporte coletivo em Ilhéus, afirmando que ” Quando Ilhéus se libertar do cartel viário ela, por consequência, se libertará deste cartel político, que circula a nossa cidade”, afirmou a jornalista após apresentar imagens do estado dos ônibus em Ilhéus.

Contemplando a região cacaueira, o programa Bom dia Inteligentes Sociais, também trouxe para pauta a CEPLAC,  instituição que esta há mais de 20 anos sem ser revitalizada. Como foco da abordagem, a apresentadora relatou uma conversa que teve com o atual Diretor Geral do orgão, Guilherme Galvão, onde o mesmo afirmou que ainda este ano a CEPLAC lançará edital para seletiva, que contratará 150 profissionais, entre 65 de nível superior e 85 nível médio. A notícia foi avaliada com entusiasmo pelo seguimento de produtores, estudantes e profissionais ligados a áreas voltadas para ciência e pesquisa do cacau.

 

Os temas, abordados pela programação, seguem sugestões de seguidores, que podem enviar fotos, videos ou mesmo áudios contando problemas enfrentados pela comunidade.

 
 

Outro víeis da programação é a já tradicional cronica, iniciada no whatsaap pelo RádioZap Circo Brasileiro. Durante esta semana foi discutido também as declarações da Damares Alves ( Ministra dos Direitos Humanos, Mulher e Familia). do Presidente da República, Bolsonaro, e por fim a programação entrou em reflexão polêmica sobre Depressão e Suicídio, como contraponto aos casos que repercutiram na cidade de Ilhéus com a morte de duas pessoas vitimas de depressão, durante esta semana.

O programa Bom dia Inteligentes Sociais, acontece diariamente de segunda a sexta feira, sempre a partir das 7:30h da manhã. Inscrevam-se, curtam e deixem seu comentário.

 

Bolsonaro: ‘Se o presidente da OAB quiser saber como o pai desapareceu no período militar, eu conto para ele’

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (29) que “um dia” contará ao presidente da Ordem do Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, como o pai do jurista desapareceu na ditadura militar, caso a informação interesse ao filho.

Segundo Bolsonaro, Santa Cruz “não vai querer saber a verdade” sobre o pai, Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira, que desapareceu no período na ditadura militar (1964-1985).

O presidente deu a declaração ao comentar o desfecho do processo judicial que considerou Adélio Bispo, autor da facada em Bolsonaro durante a campanha eleitoral, inimputável (isento de pena devido a doença mental). Por isso, ele ficará em um manicômio em vez de um presídio.

Antes de falar sobre o pai de Santa Cruz, Bolsonaro criticou a atuação da OAB no caso de Adélio Bispo e perguntou qual era a intenção da entidade. Segundo o presidente, a ordem teria impedido o acesso da Polícia Federal ao telefone de um dos advogados do autor da facada.

“Por que a OAB impediu que a Polícia Federal entrasse no telefone de um dos caríssimos advogados [do Adélio]? Qual a intenção da OAB? Quem é essa OAB?”, questionou o presidente.

Sem ser questionado, Bolsonaro falou na sequência sobre o pai do presidente da OAB.

“Não é minha versão. É que a minha vivência me fez chegar às conclusões naquele momento. O pai dele integrou a Ação Popular, o grupo mais sanguinário e violento da guerrilha lá de Pernambuco, e veio a desaparecer no Rio de Janeiro”, complementou.

Em nota de repúdio às declarações de Bolsonaro, a OAB afirmou que todas as autoridades do país devem “obediência à Constituição Federal”, que tem entre seus fundamentos “a dignidade da pessoa humana, na qual se inclui o direito ao respeito da memória dos mortos” (leia a íntegra da nota ao final da reportagem).

Disse ainda que o cargo de presidente exige equilíbrio e respeito aos valores constitucionais, “sendo-lhe vedado atentar contra os direitos humanos”. Por último, a diretoria da OAB manifestou solidariedade não só à família do presidente da entidade mas também a “todas as famílias daqueles que foram mortos, torturados ou desaparecidos” no país.

Conforme informou o colunista do G1 Matheus Leitão, o pai do presidente da OAB militou no movimento estudantil e participou da Juventude Universitária Católica (JUC), movimento da Igreja reconhecido pela hierarquia eclesiástica, e depois integrou a Ação Popular (AP), organização de esquerda contrária ao regime.

DIDA44 BSB ARAGUAIA/CARTAZ- NACIONAL – O deputado Jair Bolsonaro exibe um cartaz onde protesta contra a procura dos restos mortais dos guerrilheiros do Araguaia. Em seu gabinete no Congresso Nacional. 01/12/2004 Foto: DIDA SAMPAIO/AGENCIA ESTADO/AE

Fernando desapareceu em um encontro que teria no Rio de Janeiro, em 1974, com um colega militante, Eduardo Collier Filho, da mesma organização. Segundo o livro “Direito à memória e à verdade”, produzido pelo governo federal, Fernando e o colega foram presos juntos em Copacabana por agentes do DOI-CODI-RJ em 23 de fevereiro daquele ano.

Sobre a declaração de Bolsonaro, a diretora da Anistia Internacional, Jurema Werneck disse que “é terrível que o filho de um desaparecido pelo regime militar tenha que ouvir do presidente do Brasil, que deveria ser o defensor máximo do respeito e da justiça no país, declarações tão duras”.

A nota diz ainda que o Brasil deve adotar as medidas necessárias para que casos como esses sejam levados à Justiça e que o direito à memória, justiça, verdade e reparação das vitimas, sobreviventes e suas famílias deve ser defendido e promovido pelo Estado brasileiro e seus representantes.

‘Ato abominável’

Em abril de 2016, dias depois de aberto o processo de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), a seccional da OAB do Rio de Janeiro, comandada à época por Felipe Santa Cruz, protocolou na Câmara dos Deputados um requerimento pedindo a cassação do mandato do então deputado Jair Bolsonaro por quebra de decoro parlamentar e apologia à tortura.

Na oportunidade, Bolsonaro, ao declarar seu voto favorável à abertura do impeachment, homenageou Carlos Alberto Brilhante Ustra, condenado por tortura durante a ditadura militar.

“Pela memória do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff”, disse o então deputado ao votar pela abertura do processo.

A seccional da OAB do Rio também enviou um ofício ao então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, classificando a declaração como um “ato abonminável” e pedindo providência do Ministério Público.

Ustra foi condenado na área cível a pagar indenização por danos morais por tortura. O relatório final da Comissão Nacional da Verdade afirma que Ustra cometeu crimes de tortura e execuções.

OAB no caso Adélio

Em março, o desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) Néviton Guedes atendeu a pedido Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB) e da OAB de Minas Gerais e suspendeu apurações sobre a suposta participação do advogadoZanone Manuel de Oliveira Júnior, que defendeu Adélio, no atentado contra o presidente.

Em dezembro, sob justificativa de tentar identificar quem estaria financiando a defesa do autor do atentado, a PF em Minas Geraiscumpriu dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao advogado.

Foram apreendidos na ocasião livros caixa, recibos e comprovantes de pagamento de honorários e de seu aparelho telefônico. Na ocasião, a OAB disse que ação da PF em locais ligados a Zanone “viola prerrogativas da advocacia”.

‘Maluco até morrer’

Bolsonaro também comentou a decisão da Justiça Federal de considerar Adélio inimputável e impor medida de segurança de internação por prazo indeterminado. O presidente e o Ministério Público Federal não recorreram da decisão e o processo foi encerrado.

Com a decisão, após análises de laudos psiquiátricos, Adélio não poderá ser punido criminalmente após facada contra Bolsonaro.

Bolsonaro explicou que, como não recorreu, Adélio será considerado “maluco até morrer”, detido em um manicômio judicial. O presidente disse desejar que Adélio revele mais informações sobre o atentado.

“Como não recorri, agora ele é maluco até morrer. Vai ficar em um manicômio judicial, uma prisão perpétua. Estou sabendo que ele está aloprando lá. Abre a boca, pô. Ah, não tem valor porque é maluco, abre a boca, pô! Quem sabe dê o fio da meada”, disse o presidente.

Nota

Leia a íntegra da nota divulgada pela diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil:

NOTA DE REPÚDIO ÀS DECLARAÇÕES DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

A Ordem dos Advogados do Brasil, através da sua Diretoria, do seu Conselho Pleno e do Colégio de Presidentes de Seccionais, tendo em vista manifestação do Senhor Presidente da República, na data de hoje, 29 de julho de 2019, vem a público, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 44, da Lei nº 8.906/1994, dirigir-se à advocacia e à sociedade brasileira para afirmar que segue:

1. Todas as autoridades do País, inclusive o Senhor Presidente da República, devem obediência à Constituição Federal, que instituiu nosso país como Estado Democrático de Direito e tem entre seus fundamentos a dignidade da pessoa humana, na qual se inclui o direito ao respeito da memória dos mortos.

2. O cargo de mandatário da Chefia do Poder Executivo exige que seja exercido com equilíbrio e respeito aos valores constitucionais, sendo-lhe vedado atentar contra os direitos humanos, entre os quais os direitos políticos, individuais e sociais, bem assim contra o cumprimento das leis.

3. Apresentamos nossa solidariedade a todas as famílias daqueles que foram mortos, torturados ou desaparecidos, ao longo de nossa história, especialmente durante o Golpe Militar de 1964, inclusive a família de Fernando Santa Cruz, pai de Felipe Santa Cruz, atingidos por manifestações excessivas e de frivolidade extrema do Senhor Presidente da República.

4. A Ordem dos Advogados do Brasil, órgão supremo da advocacia brasileira, vai se manter firme no compromisso supremo de defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado Democrático, e os direitos humanos, bem como a defesa da advocacia, especialmente, de seus direitos e prerrogativas, violados por autoridades que não conhecem as regras que garantem a existência de advogados e advogadas livres e independentes.

5. A diretoria, o Conselho Pleno do Conselho Federal da OAB e o Colégio de Presidentes das 27 Seccionais da OAB repudiam as declarações do Senhor Presidente da República e permanecerão se posicionando contra qualquer tipo de retrocesso, na luta pela construção de uma sociedade livre, justa e solidária, e contra a violação das prerrogativas profissionais.

Brasília, 29 de julho de 2019

Diretoria do Conselho Federal da OAB

Colégio de Presidentes da OAB

Conselho Pleno da OAB Nacional

 

Damares justifica abuso de meninas por falta de calcinhas

Como solução, a ministra pretende levar uma fábrica de calcinhas para a Ilha de Marajó

Acabou o jejum de declarações polêmicas de Damares Alves. Nesta quarta-feira 24, a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos justificou o abuso sofrido pelas meninas da Ilha de Marajó, no Pará, por falta de calcinhas. A declaração foi feita durante um evento no Palácio do Planalto, no qual a ministra mostrou os resultados do programa Abrace o Marajó.

O programa tem o intuito de combater a exploração sexual e violência contra crianças, adolescentes, juventude, mulheres e pessoa idosa na Ilha do Marajó, arquipélago paraense.

A ministra disse que o ministério conseguiu muitas doações de roupas íntimas para mandar para a região e ressaltou que a melhor forma de combater o crime seria levar fábricas de calcinhas para lá para dar emprego e produzir as peças a preço mais baixo.

Damares também citou o alto número de abusos da região, do tráfico sexual de crianças e os incestos – sexo entre familiares. “Pedofilia e exploração não é cultura. Eles pediram socorro e esse ministério ouviu”, anunciou a ministra.

SAIBA TAMBÉM

MINISTRA DAMARES ALVES : ” O PASTOR IA AO MEU QUARTO À NOITE PARA ME ESTUPRAR” 

Operação Xavier: juíza libera empresário para participar da Romaria na Lapa

A juíza Emanuele Vita Leite Armede, titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Ilhéus, liberou o contador Cleomir Primo Santana, sócio da empresa Nova Visão Consultoria Municipal, situada na cidade de Itabuna, para participar das festividades da Romaria de Bom Jesus da Lapa, entre os dias 01 a 07 de agosto.

O requerimento foi feito pelo advogado Gustavo Ribeiro Gomes Brito e deferido pela magistrada, com ciência do Ministério Público de Ilhéus, através do promotor Frank Monteiro Ferrari, responsável pelas investigações da Operação Xavier, deflagrada na Câmara de Vereadores, no dia 15 de maio de 2019.

De acordo com o MP, o contador usava sua empresa na organização das licitações e de contabilidade da Câmara Municipal, responsável pelas fraudes em licitações que geraram contratações direcionadas de outras empresas pré-selecionadas. Os valores dos contratos eram superfaturados e uma parte deles era destinada como propina a vereadores que ocuparam a presidência do poder legislativo.

Alex Santana vê possibilidade de expulsão como prejuízo para futuro do PDT

Na avaliação do deputado federal Alex Santana (PDT), a possibilidade de expulsar os parlamentares que votaram a favor da reforma da Previdência prejudica o futuro do partido.”Pra mim, você colocar pra fora quem pensa diferente de você, pra quem tá querendo construir alternativa pro futuro, é muito negativo”, disse.

Alex, que já afirmou que não pretende mudar o voto, disse que foi notificado da decisão do partido, sobre suspender as atividades partidárias dos deputados que votaram a favor da reforma, em uma decisão contrária à postura da sigla, nesta quinta. “Não tá no meu coração sair do PDT. Respeito a decisão partidária, mas não concordo, porque a forma como ela foi construída trouxe muita divergência para os parlamentares”, acredita.

Está sendo ventilado nos bastidores do Congresso a possibilidade dos deputados do PDT, caso sejam expulsos – uma das punições previstas -, migrarem para o DEM. Na quarta-feira (25), o prefeito de Salvador e presidente nacional do DEM, ACM Neto, afirmou, em entrevista à imprensa, que o PDT possui parlamentares qualificados. “O PDT é um partido que tem parlamentares de muita qualidade. O Democratas, ao contrário de outros partidos, não vai ficar tratando disso publicamente como se fosse um leilão”, disse, na ocasião.

“Eu não mudo meu voto, porque meu voto foi construído com uma base ao longo do tempo”, justificou.

“Fechamento de questão”

Alex Santana afirmou que não estava presente em nenhuma assembleia do PDT que tenha “fechado questão” sobre a votação da reforma da Previdência. “Eu não estava nessa assembleia, isso não foi construído com os parlamentares, não. Alguns estavam lá, eu, por exemplo, não estava lá”, disse.

Segundo ele, a retirada de quatro pontos da reforma – Benefício de Prestação Continuada (BPC), desconstitucionalização da matéria, aposentadoria rural e capitalização – motivaram o voto a favor.

Herdeiro da OAS morre depois de infarto em audiência da Lava Jato

BRASÍLIA – Herdeiro da empreiteira OAS, Cesar Mata Pires Filho, de 40 anos, morreu nesta quarta-feira, pouco mais de duas semanas após ter sofrido um infarto enquanto prestava depoimento em uma audiência no âmbito da Operação Lava-Jato,em Curitiba. O pai dele, Cesar Mata Pires, um dos fundadores da empresa, também morreu após sofrer um infarto, em agosto de 2017.

 A causa oficial da morte de Cesar Mata Pires Filho ainda não foi informada pelo hospital. Ele completaria 41 anos em setembro e estava internado desde o dia 8 de julho. Durante o depoimento, o juiz Luiz Antonio Bonat, que substituiu o ministro da Justiça, Sergio Moro, na 13ª Vara Federal de Curitiba, precisou deixar a sala de audiência e chamar a equipe médica da Justiça Federal. Em seguida, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) cuidou da transferência do empresário para uma unidade de saúde.

No dia seguinte à chegada ao Hospital Santa Cruz, em Curitiba, Cesar foi submetido a uma cirurgia para implantação de dois stents (uma espécie de endoprótese usada para desobstruir artérias). A operação foi bem-sucedida e o quadro do empresário foi considerado estável após o procedimento. A situação dele piorou nos últimos dias.

Cesar era acusado de corrupção na construção de um prédio da Petrobras em Salvador. A defesa alegava que não existem provas de que o empresário tivesse cometido crimes no caso. A Lava-Jato chegou a apreender diversos bens de luxo do empresário, como cinco relógios Rolex e dois veículos Porsche Cayenne. Quando ele foi preso pela operação, a fiança custou R$ 29 milhões.

Pesquisadores da Ceplac buscam parcerias internacionais para proteger cacaueiros da monilíase

Desenvolver cacaueiros mais resistentes às doenças e mais produtivos, sem deixar de lado a qualidade do fruto, é uma das missões cumpridas há mais de cinco décadas pela equipe do Centro de Pesquisa do Cacau (Cepec), um dos pilares da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Depois de se destacar na produção de variedades de clones tolerantes à vassoura-de bruxa, doença causada por um fungo que apodrece o fruto do cacau e que devastou a região cacaueira da Bahia no final da década de 80, o centro de pesquisa intensificou o trabalho de melhoramento genético preventivo para combater uma nova enfermidade: a monilíase.

Nos últimos 7 anos, devido ao crescimento da ameaça da entrada monilíase no Brasil, o Cepec tem concentrado os esforços na identificação de genes que sejam resistentes ao fungo Moniliophthora roreri, causador da doença.

A praga já ocorre em vários países da América Central e do Sul, incluindo os que fazem fronteira com a Região Norte do Brasil. O temor dos produtores brasileiros aumentou quando a doença foi identificada em 2012 na Bolívia, que faz fronteira com Acre, Mato Grosso e Rondônia, que atualmente é o terceiro maior produtor de cacau no Brasil.

A teoria mais recente é de que monilíase é originária da Colômbia e demorou cerca de 100 anos para dar o primeiro salto para outro país, o Equador. Mas esse tempo de deslocamento de um país para outro está reduzindo a cada ano.

“Quando a monilíase chegou no México, em 2005, e na Bolívia, em 2012, acendeu o sinal de alerta no Brasil muito forte. Nós estamos extremamente preocupados”, diz Uilson Lopes, pesquisador em Genética Quantitativa e Melhoramento de Cacaueiro do Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec), na Superintendência da Ceplac em Ilhéus, na Bahia.

A monilíase ataca os frutos do cacaueiro em qualquer fase do desenvolvimento. A doença produz um pó branco com bilhões de esporos no entorno do fruto. Estes esporos podem ser levados de uma planta para outra por meio do vento, da chuva, insetos, animais silvestres e também pelo homem.

A preocupação aumentou depois que análises preliminares dos geneticistas constataram que os clones de cacaueiro mais plantados na Bahia são tolerantes à vassoura-de-bruxa, mas não estão entre os que têm genomas mais resistentes à monilíase.

“A monilíase causou problemas sérios nos países onde ela chegou. Eu visitei a região da Costa Rica que foi afetada por essa doença e lá a lavoura foi totalmente dizimada. A doença é tão grave, produz tantos esporos, que eles cortaram o cacau e hoje não tem nada”, completa o pesquisador.

Em outros países, como o Equador, a monilíase provocou perdas de até 90% dos frutos. No Peru, a doença afetou de 40% a 50% da produção; na Colômbia, o impacto foi um pouco menor, de 30% a 40%.

Intercâmbio científico

Como a doença não existe no Brasil, os pesquisadores brasileiros têm estreitado o contato com estudiosos de países vizinhos para garantir o andamento da pesquisa e fazer os experimentos locais.

A equipe da Ceplac trouxe clones tolerantes à monilíase que já apresentaram bons resultados em outros países e começou a introduzir as fontes de resistência à praga para formar populações-base de flores de cacau. Cerca de 200 clones resistentes à monilíase estão sendo testados em sete fazendas brasileiras (seis na Bahia e uma no Espírito Santo).

Também há mudas plantadas na área de campo da Ceplac, em Ilhéus. Os pesquisadores ainda pretendem identificar se os melhores clones brasileiros, já resistentes à vassoura-de-bruxa, também são tolerantes à monilíase.

“Nós fizemos um trabalho forte com outros países aqui para evitar que a doença chegue aqui. Nós temos dois estudantes do México fazendo doutorado aqui conosco justamente para gente aprender sobre a doença. Eles estão fazendo treinamento aqui e ao mesmo tempo estamos nos preparando”, diz Lopes.

A Ceplac enviou este ano outro estudante do Equador para o Peru para estudar como é a infecção e transmissão do fungo. E para selecionar os melhores clones também tem feito parceria com instituições da Costa Rica, da Austrália e da Europa, como o Cirad, organismo francês de pesquisa agronômica e cooperação internacional para o desenvolvimento sustentável das regiões tropicais e mediterrâneas.

“Nós tivemos que mandar material para a Austrália para sequenciar o genoma e saber quais dessas plantas têm o gene de resistência à monilíase, porque nós não temos a doença e não podemos introduzir a doença aqui”, explica o pesquisador.

Como o cacaueiro é uma planta perene, os experimentos com os novos clones devem apresentar resultados mais consolidados sobre o nível de produtividade nos próximos três ou quatro anos. O pesquisador ressalta que a Ceplac fará a recomendação aos agricultores para produção em larga escala somente depois de confirmada a viabilidade e segurança das novas variedades clonais para a região.

 

Histórico

O programa de melhoramento genético de cacau começou na Ceplac em 1964, com a introdução de plantas de cacaueiros de áreas silvestres da Amazônia ou que se destacavam em outros países, como Costa Rica, Equador e Trinidad e Tobago, pela boa performance em produção de frutos, pela alta resistência a doenças ou por apresentar outras características, como qualidade das amêndoas.

   “O foco desse programa ao longo dos anos é basicamente gerar plantas ou variedades, que, às vezes, chamamos de clones, ou de híbridos, de alta produção e resistentes a doenças”, explica Lopes.

O geneticista relata que as primeiras variedades híbridas foram liberadas pela Ceplac para o agricultor em 1966. A partir do final da década de 80, quando as lavouras de cacau da Bahia começaram a ser devastadas pela vassoura-de-bruxa, o centro de pesquisa passou a desenvolver variedades de clones para combater a nova enfermidade.

“A Ceplac conseguiu subir a produção de cacau na Bahia de 100 mil toneladas por ano para cerca de 400 mil toneladas por ano. Essa região produzia 90% do cacau do Brasil, mas a vassoura chegou aqui e nós caímos para o mesmo nível de 35 anos atrás”, relata.

De 1995 a 2018, a Ceplac recomendou para plantio cerca de 50 clones, que passaram por ensaios nos laboratórios e nas fazendas de produtores de cacau da região. Os clones mais novos são o “Cepec 2176” e o “Cepec 2204”, que apresentaram resultados satisfatórios com relação à produtividade de frutos e resistência à vassoura-de-bruxa. Além do controle genético, a Ceplac também desenvolveu o fungicida biológico chamado Tricovab.

O biodefensivo é produzido a partir de um fungo que apresentou 97% de eficácia no controle da vassoura-de-bruxa. Para controlar a monilíase, a Ceplac já está analisando, em parceria com outros países, métodos de controle biológico para o combate ao novo fungo.

fonte: Ministério da Agricultura  

 

Livro contra donos da JBS foi discutido por editor e consultor de empresa rival

Há cerca de três meses um livro de 87 páginas foi lançado com um plano de marketing barulhento. “Traidores da Pátria – As Maracutaias dos Irmãos Batista na JBS” foi anunciado em espaço publicitário de vários veículos de comunicação e distribuído gratuitamente a congressistas e membros de cortes superiores do Judiciário.

Foram impressas versões em português e inglês e foi anunciada uma edição em mandarim. Um caminhão com as estátuas de dois bois, em tamanho real, pintados de verde e amarelo e com o título do livro estampado em seus corpos, circulou pelas ruas de Brasília.

“Traidores da Pátria” tem como personagens centrais os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos do grupo J&F, controlador do frigorífico JBS. Como o próprio nome indica, a obra resume os dois empresários por suas histórias de corrupção e negócios enrolados.

O autor, o jornalista Claudio Julio Tognolli, diz que sua motivação para escrever sobre essa faceta dos irmãos Batista foi jornalística. Mas trocas de emails obtidas pela reportagem indicam que um consultor de uma empresa que trava uma batalha jurídica bilionária contra os donos da JBS participou da edição do livro.

Há menção até de pagamento dessa empresa à editora que publica a obra.

As correspondências obtidas pela reportagem mostram conversas entre o empresário Paulo Tadeu, dono da Matrix Editora, que edita “Traidores da Pátria”, e Josmar Verillo, que trabalha como consultor para a multinacional Paper Excellence, empresa que pertence ao empresário Jackson Widjaja, da Indonésia.

A Paper é sócia da J&F na empresa Eldorado Brasil e briga na Justiça pelo controle da companhia.

Toda a conversa entre Tadeu e Verillo é acompanhada pelo autor, Claudio Tognolli, cujo email está copiado nas mensagens.

As trocas de mensagens aconteceram entre os dias 18 e 22 de fevereiro deste ano. Eles falaram sobre alterações no texto do livro a ser lançado. Verillo aponta a necessidade de um “gran finale” que mostre por que os irmãos Batista seriam “traidores da pátria”.

O editor Paulo Tadeu comunica o representante da Paper sobre a emissão de uma nota fiscal a ser paga para a publicação do livro.

No primeiro email, do dia 18 de fevereiro, o editor Paulo Tadeu pediu que Josmar Verillo e Claudio Tognolli fizessem as alterações que julgassem necessárias no “Traidores da Pátria”.

“Oi, Josmar, Tudo bem? Aí está o texto final do livro. Por favor, avaliem se está tudo correto. Qualquer alteração deverá ser feita neste mesmo arquivo (ele já está no modo de alteração controlada, que me permitirá ver qualquer modificação. Isso vai agilizar o meu trabalho aqui, sem que eu e Claudio tenhamos que ler tudo novamente). Deixei um pequeno texto em amarelo no meio, para que seja verificada a informação. Para nós, está certa, mas, se vocês souberem de algo diferente, avisem. Fora isso, os detalhes que envolvem vocês diretamente: ninguém melhor para ver isso que vocês. Será que vocês conseguem olhar tudo e me dar uma resposta em até 3 dias?”, diz.

No dia seguinte, Josmar Verillo, o consultor da Paper Excellence, enviou a resposta apenas para o editor.

“Tadeu, eu fiz algumas correções. Tem algumas coisas que precisam ser atualizadas. Alpargatas já foi vendida etc. Mas está faltando o gran finale. Eu escrevi algumas coisas no final. Precisa uma grande finalização que justifique o título. Porque tem toda a descrição de coisas que ocorreram, mas precisa um gran finale que diga por que são traidores da pátria”, diz Josmar Verillo.

“Tem que dizer que pelo acordo de leniência a JBS vai ter que pagar R$ 10 bilhões em 25 anos. E que o acordo de leniência, rescindido pelo MPF (Ministério Público Federal), agora está em julgamento pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Se a decisão for mantida pelo STF, é provável que eles voltem para a prisão.”

“Vamos verificar”, respondeu Tadeu para Verillo, com cópia novamente para o email de Tognolli.

Em 20 de fevereiro, Tadeu mandou outro email para Verillo e Tognolli falando sobre alterações feitas pelo autor oficial do livro e consultando os dois sobre a nova fase do processo para a publicação.

“Seguem as alterações do Claudio. Espero que esteja tudo certo agora para iniciarmos a revisão e a diagramação. Da minha parte, parece que sim”, diz Tadeu.

O consultor da Paper Excellence deu o sinal verde para que o editor avançasse.

“Olhei só o final. Acho que está bom. Corrigi apenas a questão do acordo de leniência e a delação premiada. Estava sendo tratada como uma coisa só. São duas coisas. A leniência é da empresa, que está válida e vão pagar R$ 10 bilhões em 25 anos. A outra é a delação premiada, que está nas mãos do Fachin para ser julgada, pois foi rescindida pelo MPF”, diz Verillo em mensagem ao editor e ao autor do livro.

No dia 22 de fevereiro, Paulo Tadeu mandou mensagem com anexos da capa e o miolo do livro para o consultor da Paper Excellence e também para Claudio Tognolli.

“Encaminho anexos o miolo do livro diagramado e arquivo da capa aberta (frente, lombada, orelhas e 4ª capa). No miolo, falta ainda aplicar a ficha catalográfica, na página 4. E fazer uma revisão geral, antes do envio para a gráfica. Pretendo enviar até o fim da semana que vem, para que tenhamos o livro impresso por volta do dia 20 de março”, diz, sobre aspectos técnicos da impressão.

O editor continuou a conversa mencionando a emissão de um documento fiscal que, quando fosse pago pela Paper Excellence, liberaria a parte seguinte do processo, a impressão do livro.

“Pretendo enviar até o fim da semana que vem, para que tenhamos o livro impresso por volta do dia 20 de março. Com isso, estamos na etapa 2 do nosso contrato. Vou providenciar o envio da nota fiscal dessa segunda etapa, ok? Qualquer eventual ajuste, por favor, me avise até segunda-feira pela manhã, impreterivelmente”, diz Tadeu para Josmar Verillo com cópia para Tognolli.

A reportagem ouviu Paulo Tadeu e Josmar Vercillo sobre a emissão da nota fiscal. Os dois negaram que o livro fosse uma encomenda da empresa asiática e disseram que a nota fiscal se referia a um contrato de compra antecipada de 2.000 exemplares do livro, metade em português e a outra metade em inglês.

“O pessoal que vem nos visitar nós damos o livro. Nós temos interesse que qualquer um saiba do outro lado, quem eles são”, diz Verillo.

Ambos disseram que Tadeu procurou Verillo para que ele ajudasse o editor a compreender a compra da Eldorado pela Paper Excellence.

Sobre a frase em que Verillo disse que preparava um “gran finale” para o livro, o consultor da Paper disse que se tratava apenas de sugestão. Tadeu diz que Verillo se empolgou ao ler o livro e passou do limite na sugestão.

“Eu acho que ele se empolgou com o que estava vendo, acho que ele ficou empolgado com o material, é um livro que fala da JBS, e aí numa dessas ele falou. Foi sugestão. Ele estava colocando duas coisas que ele achava”, diz Tadeu.

Apesar de estar copiado sempre nas conversas entre o dono da editora Matrix e o consultor da Paper Excellence, o jornalista Cláudio Julio Tognolli negou que tivesse conhecimento sobre a participação de Verillo na edição ou sobre qualquer pagamento feito pela Paper Excellence.

“Pelo que sei, meu texto foi editado pelo Paulo Tadeu (melhor vc falar com ele). Não sei nada sobre nota fiscal, apenas escrevo (falar com Paulo Tadeu). Aliás paguei do meu próprio bolso a feitura dos sites (www.amafiadosirmaos.com e (www.abrothersmob.com)”, disse por meio do mesmo endereço de email que aparece nas conversas a que a reportagem teve acesso.

A relação da Paper Excellence com o grupo dos irmãos Batista começou em 2017, quando os asiáticos fecharam negócio para comprar a Eldorado Brasil por R$ 15 bilhões.

A empresa da família Widjaja adquiriu de início 49% da companhia e tinha um ano para pagar o restante aos Batista. Se não o fizesse, a J&F continuaria com os 51% da Eldorado, como controladora.

O prazo venceu em setembro do ano passado sem o pagamento pelos asiáticos. A família Batista, então, permaneceu com o controle da Eldorado, com 51%. A Paper Excellence alega que não concluiu o pagamento do restante porque, para isso, era necessário que os Batista liberassem as garantias da dívida da Eldorado, o que não foi feito.

Em setembro de 2018, a Paper abriu um processo de arbitragem contra a J&F, que deve durar até o segundo semestre de 2020. Hoje, as duas empresas travam uma guerra de narrativas sobre o negócio para convencer os juízes do caso.

A versão dos donos da J&F é de que “Traidores da Pátria” faz parte da estratégia dos asiáticos para atingir a reputação dos empresários brasileiros com vistas no processo arbitral.

Após o lançamento do livro, em março, o site Consultor Jurídico, conhecido como Conjur, que faz cobertura de assuntos do Judiciário, publicou artigo em que classifica a estratégia de divulgação de “Traidores da Pátria” como uma campanha patrocinada pela Paper Excellence para atingir a reputação dos Batista com vistas na disputa pelo controle da Eldorado Celulose.

“Verillo mobilizou a Matrix, contratou assessores de imprensa e encomendou ao jornalista e escritor Claudio Tognolli os livros e os textos jornalísticos para os sites”, diz a reportagem.

O Consultor Jurídico pertence ao jornalista Marcio Chaer, que também é dono da assessoria de imprensa Original 123, especializada no atendimento de advogados. Vários dos advogados que defendem a J&F, inclusive em casos contra a Paper Excellence, são clientes da Original 123.

Em 24 de junho, os advogados da J&F tiveram deferida uma interpelação judicial, assinada pelo juiz Mario Chuvite Junior, do Tribunal de Justiça de São Paulo, determinando a suspensão de informações que possam influenciar o processo de arbitragem. Os alvos da interpelação são a Editora Matrix e o escritor Claudio Julio Tognolli. O despacho diz que a publicação de “Traidores da Pátria” traz informações falsas e tem relação direta com a venda da Eldorado para a Paper Excellence.

“Traidores da Pátria” é uma edição resumida e atualizada de “Nome aos Bois”, de 382 páginas, lançado em 2017, também escrito por Tognolli e que igualmente se concentra nos problemas dos empresários da JBS. Em 2017 ainda não havia o litígio dos Batista com a Paper. A disputa é a novidade do livro lançado em março.

OUTRO LADO

A Paper Excellence nega, em nota, ter patrocinado o lançamento de “Traidores da Pátria”.

“A Paper Excellence esclarece que informações obtidas através de terceiros referentes à sua participação no livro foram deturpadas e não correspondem à realidade”, diz a nota.

A empresa diz que teve um porta-voz entrevistado pela editora e pelo autor do livro e adquiriu vários exemplares na intenção de demonstrar a diversos interlocutores, com a máxima transparência, quem são seus adversários na disputa pela Eldorado. A Paper também comenta a citação em interpelação judicial.

“A Paper Excellence repudia a menção do nome da empresa em uma interpelação judicial da qual não é parte, pois foi dirigida à Editora Matrix e ao jornalista Claudio Tognolli, autor do livro “Traidores da Pátria”. Essa desinformação é parte da abominável estratégia da J&F”, diz a nota.

O autor do livro, Claudio Julio Tognolli, diz não ter conhecimento sobre pagamentos de notas fiscais e nem sobre a participação de um consultor da Paper Excellence na edição de seu livro. “Para mim, era o editor que estava mexendo”, disse Tognolli.

“Eu fui contratado para resumir um livro de 570 páginas para 87 páginas.”

O dono da Editora Matrix, Paulo Tadeu, negou que tenha publicado “Traidores da Pátria” por encomenda da Paper Excellence.

“A Paper foi uma das diversas fontes consultadas para a finalização do livro. Um trecho da obra foi encaminhado a essa empresa para análise de detalhes que eu queria, para atualização do texto, e posterior verificação final do autor e minha como editor”, diz Tadeu.

“Quem editou e finalizou o livro fui eu”, diz Paulo Tadeu. “Acho estranho apenas a Paper aparecer nesses emails hackeados que você tem. Se forem apenas emails da Paper que você tem em mãos, me parece haver claramente um interesse escuso por trás desse hackeamento criminoso, pois ele é seletivo em relação à Paper Excellence”, diz o editor.

Sobre a nota fiscal emitida, Tadeu diz que “a Paper adquiriu diversos lotes de livros da Matrix Editora, tanto do ‘Nome aos Bois’ como do ‘Traidores da Pátria'”.

O dono da Matrix também diz que as mensagens podem ter sido adulteradas. “Vendo a minha troca de emails com a Paper, me deparei com algumas inconsistências. Parece que minha correspondência foi alvo de alguma alteração em relação aos emails hackeados que vocês têm em mãos. Isso pode levar a Folha a ser instrumento de manobra da J&F, caso seja ela, J&F, a responsável por esse hackeamento. Não tenho ideia de quem preparou esses documentos e enviou ao jornal”, diz Tadeu.

A reportagem em nenhum momento disse aos citados na reportagem que o material obtido teve origem no trabalho de hackers. Paulo Tadeu não apontou quais seriam as inconsistências nas trocas de mensagens apresentadas a ele pela reportagem.

Previdência: Alcolumbre e Maia discutem com governadores reinserir estados na reforma

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), reuniu-se na noite desta segunda-feira (1º) com cinco governadores para debater a reforma da Previdência e uma possível reinserção de estados e municípios na proposta que está em uma comissão da Câmara.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também participou de parte do encontro com os governadores do Ceará, Camilo Santana (PT); do Pará, Helder Barbalho (MDB); do Piauí, Wellington Dias (PT); da Paraíba, João Azevedo (PSB); e de Alagoas, Renan Filho (MDB).

Além dos governadores e dos presidentes das duas Casas legislativas, estiveram presentes à reunião o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), e o líder da maioria na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Os políticos não falaram com jornalistas após o encontro.

De acordo com a assessoria de Davi Alcolumbre, a negociação com os governadores para que estados e municípios sejam reinseridos na PEC da reforma da Previdência está avançando.

O acordo, contudo, ainda depende de um compromisso dos parlamentares para a votação de projetos no Congresso que resultem em mais recursos para os estados.

Antes da reunião, o governador do Ceará, Camilo Santana, defendeu a criação de um fundo de compensação para cobrir o déficit previdenciário dos estados com funcionalismo público; ou, então, a destinação de recursos do Fundo Social do Pré-Sal e de parte dos recursos do bônus de assinatura da cessão onerosa para essa finalidade.

 “Muito dessa reforma não vai ajudar o déficit previdenciário da aposentadoria pública dos estados. Então, precisamos ter outras receitas que possam compensar esse déficit. É exatamente essa discussão que nós estamos fazendo”, disse o petista.

O governador do Ceará defende ainda outras mudanças no relatório para “humanizar a reforma” previdenciária.

Nesta terça (2), pela manhã, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), vai receber governadores para debater a reforma da Previdência. Alcolumbre também participará do encontro.

Maia quer fechar acordo antes da votação do parecer na comissão especial. À tarde, o relator da reforma, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), deve apresentar uma complementação do relatório com ajustes negociados com líderes.

fonte: G1

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