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“Assim como cheguei ao Presidente Nacional do meu partido, irei chegar ao Presidente do meu país”, afirma Caliana Mesquita concluindo a sua pauta com Roberto Jefferson em visita a Ilhéus sobre o tema CACAUICULTURA.

A chegada do Presidente Nacional do PTB , o ex-deputado Roberto Jefferson, em solo ilheense, atraiu os olhares curiosos dos personagens políticos da região cacaueira para a jovem jornalista e política, Caliana Mesquita. Responsável direta pela introdução do PTB na causa do cacau, visto que foi por intermédio dela que o presidente da sigla tomou conhecimento da problemática, após sua visita à Brasília, no ultimo dia 02 de setembro, e atentou seu olhar para a questão.

Recepcionado por ela no aeroporto Jorge Amado, a jovem articulou uma conversa entre o Diretório Municipal do PTB, presidido pelo Professor Reinaldo Soares, com o Presidente Estadual, Gean Prates e o Presidente Nacional, Roberto Jefferson, com o objetivo de em uma conversa de cavalheiros os conflitos políticos, originários do período eleitoral, fossem solucionados. Na oportunidade estiveram presentes a vice presidente do PTB e presidente nacional do PTB Mulher, Graciela Nienov e a presidente estadual do PTB Mulher, Adriana Neves, além de personagens políticos.

Na quinta feira, Caliana Mesquita, se fez presente no evento promovido pelo Diretório do PTB de Itabuna, liderado por Adriana Neves, onde recebeu o carinho do Presidente Nacional da sigla, que fez questão de salientar que é seguidor do seu canal RádioZap Circo Brasileiro e admira o trabalho, a inteligência e sagacidade da jornalista e política baiana. O Presidente Estadual, Gean Prates, também enalteceu a força e sabedoria da jovem política. O Professor Reinaldo Soares, foi enaltecido pelo presidente Roberto Jefferson, consolidando a saúde política do partido firmada na noite anterior.

Hoje, sexta feira, o tema mais esperado por representantes da região foi incluído na pauta da jornalista junto ao presidente Roberto Jefferson. Uma visita ao setor de pesquisa da Ceplac, mostrou para o lider petebista que a instituição precisa de força e revitalização. O diretor do cepex, Raul Vallé, apresentou o potencial cientifico e econômico da ceplac e os pesquisadores Karina Gramacho e Dr. Uilson Vanderlei concluiram a apresentação com os problemas enfrentados pela cacauicultura no que compete as doenças como moniliase.

Mas a grande pauta da Presidente do PTB Mulher de Ilhéus, Caliana Mesquita, foi com o grupo do IPC – Instituto Pensar Cacau, que sofre com o endividamento fruto do crime da vassoura de bruxa, originário de um crime biológico na década de 90. Os produtores de cacau, encontraram uma representante de peso para conduzir a temática. ” Caliana é a nossa maior representante. Ela entendeu nossa causa, e tem demonstrado força e sabedoria para conduzir a solução deste problema que já dura três décadas “, disse Dorcas, Presidente do IPC em reunião.

A petebista sabe que esta lidando com uma causa difícil, principalmente porque ela esta atraindo a ira de grupos políticos que estão tendo que engolir o protagonismo da jovem. ” Fazer política na região sul da Bahia, não é tarefa fácil. Principalmente quando se é mulher, jovem e sem ranço familiar com a política tradicional. Mas eu tenho 20 anos de vida pública, e sei que causas grandiosas requerem pessoas grandiosas.  A cacauicultura não é jogo político é causa que precisa de força e defesa seria e competente”, disse a lider do PTB Mulher de Ilhéus concluído ” Eu prometi a eles que iria trazer o Presidente Bolsonaro para ouvir a demanda do cacau. A porta inicial foi aberta pelo meu grandioso presidente Roberto Jefferson, mas reforçarei a batalha abrindo outras portas tão grandiosas quanto. Pois eu não fico na sombra dos outros, eu trabalho para atuar e resolver”, disse Caliana Mesquita.

 

 

Câmara aprova texto-base da nova legislação para o transporte de carga entre portos brasileiros

Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (7), por 324 votos a 114, o texto-base de uma nova legislação para estimular a navegação de cabotagem (transporte de cargas entre portos de um mesmo país), também conhecido como “BR do Mar”.

Para concluir a votação, os parlamentares ainda precisavam analisar destaques (sugestões para alterar o projeto), o que não tinha sido concluído até a última atualização desta reportagem. Em seguida, a matéria irá ao Senado.

Houve uma tentativa do governo de concluir a votação na madrugada desta segunda-feira, mas a sessão não teve continuidade por falta de quórum. Com isso, a análise da matéria será retomada nesta terça.

Proposto pelo governo federal, o programa BR do Mar tem como objetivo trazer mais competitividade ao setor e incentivar a migração do transporte rodoviário para o marítimo.

Em seu parecer, o relator, deputado Gurgel (PSL-RJ), afirma que a cabotagem é responsável por apenas 11% de toda carga transportada internamente. O transporte de petróleo na cabotagem representa aproximadamente 70% desse índice.

As expectativas do Ministério da Infraestrutura com a proposta são:

  • ampliar em 40% a oferta de embarcações para cabotagem;
  • aumentar em 65% o volume de contêineres transportados por ano até 2022;
  • obter crescimento estimado da cabotagem em 30% ao ano.

O projeto foi enviado pelo governo federal à Câmara em agosto com urgência constitucional. O mecanismo serve para dar prioridade aos textos de interesse do Executivo. Se não for votado em 45 dias após o seu envio, passa a travar a maior parte das votações em plenário.

Como é hoje

Atualmente, a lei que rege a navegação no país estabelece que somente empresas brasileiras podem operar na cabotagem. São dois tipos de contrato:

“Casco nu”— Somente empresas brasileiras podem afretar (contratar) navios a “casco nu”. Esse tipo de afretamento se refere à embarcação que chega ao país sem tripulação e passa a ser operada pela empresa nacional. É como se fosse o aluguel de um caminhão, em que o usuário é quem dirige o veículo e carrega a carga. Se a bandeira do navio (o país onde a embarcação está registrada) for brasileira, não há restrição para o número de afretamentos. No entanto, para contratar um navio de bandeira estrangeira a casco nu, a empresa brasileira só pode afretar na proporção de 50% das embarcações próprias. Ou seja, se possui dois navios, poderá contratar um. Isso significa que só quem tem o chamado “lastro” em embarcações próprias pode afretar a “casco nu”.

Afretamento a tempo — Nesse caso, a empresa brasileira contrata o serviço de um terceiro. É como contratar um caminhão de mudança em que o motorista e os ajudantes são da empresa contratada. Quem opera o navio é o terceiro. Nessa modalidade, a embarcação continua com o registro do país de origem. Atualmente, o afretamento a tempo só pode ser feito em três situações:

  • quando não há embarcação brasileira para o transporte, o que é analisado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq);
  • quando há interesse público;
  • em substituição de embarcações em construção.

Como fica

Uma das principais mudanças da nova legislação é a flexibilização das regras para a contratação de navios estrangeiros, desde que atendidas as condições definidas no programa.

“Casco nu”— O texto elimina, gradativamente, a necessidade de vínculo com embarcação própria para afretamento de embarcação estrangeira — a partir de um ano: possibilidade de afretar duas embarcações; a partir de dois anos: três embarcações; a partir de três anos: quatro embarcações; a partir do quarto ano, a empresa pode afretar quantas embarcações desejar, sem a necessidade de frota própria. Para essa modalidade, permanece a obrigatoriedade, hoje em vigor, de tripular o navio com, no mínimo, dois terços de oficiais nacionais. Eles, porém, trabalharão de acordo com as regras do país onde a embarcação estiver registrada.

PTB ganha protagonismo na cacauicultura baiana após a iniciativa da jornalista e política Caliana Mesquita

 

Que a cacauicultura baiana nunca obteve o reconhecimento devido, junto as autoridades políticas, isso é fato. Há mais de duas decadas, a saga do cacau se arrasta pelo Congresso e nada é feito para se  buscar respostas concretas que desenvolvam a produção, sanem a divida dos produtores vitimas da vassoura de bruxa e revitalizem a maior instituição que tem o cacau como fonte central, Ceplac.

Mas uma jovem jornalista, Ilheense, com forte engajamento político mudou este cenário. Caliana Mesquita, iniciou um trabalho em 2019 em defesa da Ceplac, após os anuncios de que a instituição perderia sua extensão e viraria um simples departamento da EMBRAPA.

Em seu veículo de comunicação, RádioZap Circo Brasileiro, a jornalista ilheense despontou com videos que retratavam do Doce ao Amargo da cacauicultura regional e protagonizou junto técnicos e extecionistas da Ceplac, produtores e apoiadores da causa, a campanha “E Se o Chocolate Acabar”, coletando assinaturas pelo país em defesa da cacauicultura e levando aos holofotes sociais e políticos o Projeto de Lei, do senado federal nº 13.710/18, que institui a Política Nacional do Cacau.

Em sequência a esta temática, Caliana Mesquita, iniciou o projeto Saga do Cacau em seu canal no you tube. Entrevistas com produtores, pesquisadores, políticos e apoiadores do cacau, deram a ela o destaque a nível nacional sobre o tema.

Em setembro deste ano, após sua candidatura a vereadora na cidade de Ilhéus pelo PTB , a jovem que passou a manter uma referência e credibilidade junto a cúpula nacional da sigla, esteve em Brasília e levou ao Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, produtores de cacau da Bahia, para apresenta-lo os problemas enfrentados pela cacauicultura baiana.

Na ocasião Roberto Jefferson, ressaltou seu interesse em ter a jovem ilheense comandando a Bahia na Câmara Federal , como Deputada Federal e reconheceu as bandeiras e o engajamento dela diante as causas defendidas pelo partido e pela política de direita. ” Eu quero que ela represente o estado da Bahia como Deputada Federal. Ela é futuro do PTB. PTB Mulher se agiganta no Brasil e ela é uma das mulheres que são as leoas do PTB, guerreira, decidida, corajosa”, acentuou Jefferson sobre Caliana Mesquita.

PTB x PT na Bahia

Sabendo do forte interesse político do petebista Roberto Jefferson,  Caliana Mesquita, aproveitou a oportunidade, acompanhada do ativista Erlon Botelho, produtor de Buerarema, e destacou que a cidade de Buerarema era a única da região que se mantinha resistente a esquerda. O mapa onde mostra a cidade pintada de verde, em referência a vitória do Presidente Bolsonaro, em 2018, cercada do mapa em vermelho, em referência a vitória de Haddad nos demais municípios baianos , consagrou o apoio incondicional do Presidente Nacional do PTB, para a causa da cacauicultura e o pedido da jovem ilheense em fazer de Buerarema um ponto de partida para a expansão política da direita, foram vistas como causas prioritárias por Roberto Jefferson. ” Eu recebi a Caliana, junto com um grupo de cacauicultores de Buerarema. Vi que há uma perseguição ideológica traduzida na perseguição econômica”, e complementou ” O PTB esta começando a fazer uma reação do sul da Bahia em diante, o PTB vai enfrentar o PT na Bahia a partir da Caliana, dos ideais dela, da dra Raissa”, disse Roberto Jefferson.

Esta semana, em anuncio da visita do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, a região de Buerarema e a Ceplac, no pra trajetória política de Caliana Mesquita, ganha mais uma vitória, pois os passos conquistados pela jornalista e política baiana, comprovam sua visão e respaldo diante as bandeiras que defende. ” Ampliar o dialogo nacional em torno da cacauicultura, e construir por meio das minhas referências o fortalecimento do PTB, são prioridades para mim. Política é isso, é defender causas, levantar bandeiras e construir legados. Partidos políticos se agigantam quando possuem lideres que pensam grande”, disse Caliana Mesquita que avalia os movimentos políticos como positivos para o futuro da direita na Bahia.

Jerry Liws ( Jornal Extra de Notícias) Goiás 

DIA 25 DE NOVEMBRO: DIA DA BAIANA DE ACARAJÉ. SAIBA PORQUE ESTA PROFISSÃO É UM PATRIMÔNIO IMATERIAL DA CULTURA BRASILEIRA

 

Este bem cultural de natureza imaterial, inscrito no Livro dos Saberes em 2005, é uma prática tradicional de produção e venda, em tabuleiro, das chamadas comidas de baiana, feitas com azeite de dendê e ligadas ao culto dos orixás, amplamente disseminadas na cidade de Salvador, Bahia. Dentre as comidas de baiana destaca-se o acarajé, bolinho de feijão fradinho preparado de maneira artesanal, na qual o feijão é moído em um pilão de pedra (pedra de acarajé), temperado e posteriormente frito no azeite de dendê fervente. Sua receita tem origens no Golfo do Benim, na África Ocidental, tendo sido trazida para o Brasil com a vinda de escravos dessa região.

O processo de instrução de ambos os bens culturais foi conduzido pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP), no âmbito do Projeto Celebrações e Saberes da Cultura Popular, proporcionado pelo PNPI. Este foi um projeto piloto desenvolvido pelo CNFCP para experimentar os instrumentos então criados para a salvaguarda do patrimônio imaterial; a saber: INRC e registro. No âmbito deste projeto foram desenvolvidos 14 inventários, conduzidos três registros. Tanto a instrução para o registro do ofício de baiana de acarajé como o dos saberes associados à viola de cocho foram integrados com projetos do CNFCP de apoio à produção de artesanato tradicional.

A atividade de produção e comércio é predominantemente feminina, e encontra-se nos espaços públicos de Salvador, principalmente praças, ruas, feiras da cidade e orla marítima, como também nas festas de largo e outras celebrações que marcam a cultura da cidade. A indumentária das baianas, característica dos ritos do candomblé, constitui também um forte elemento de identificação desse ofício, sendo composta por turbantes, panos e colares de conta que simbolizam a intenção religiosa das baianas.

Os aspectos referentes ao Ofício das Baianas de Acarajé e sua ritualização compreendem: o modo de fazer as comidas de baianas, com distinções referentes à oferta religiosa ou à venda informal em logradouros soteropolitanos; os elementos associados à venda como a indumentária própria da baiana, a preparação do tabuleiro e dos locais onde se instalam; os significados atribuídos pelas baianas ao seu ofício e os sentidos atribuídos pela sociedade local e nacional a esse elemento simbólico constituinte da identidade baiana.

http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/58 

CONHEÇA DADOS E FATOS SOBRE A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER. UM CRIME QUE A SOCIEDADE PRECISA COMBATER.

A violência contra a mulher é todo ato lesivo que resulte em dano físico, psicológico, sexual, patrimonial, que tenha por motivação principal o gênero, ou seja, é praticado contra mulheres expressamente pelo fato de serem mulheres.

A violência contra a mulher pode ser praticada no âmbito da vida privada em ações individuais, exemplos disso são:

  • o assédio
  • a violência doméstica
  • o estupro
  • feminicídio
  • a violência obstétrica

No entanto, a violência contra a mulher também pode ser praticada como ação coletiva, é o caso, por exemplo, de políticas estatais de mutilação genital feminina ainda hoje praticada em alguns lugares. A ação coletiva de violência também pode ser praticada por organizações criminosas, como a rede de tráfico de mulheres para prostituição forçada.

Leia também: O que é feminismo?

História da violência contra a mulher

A violência de gênero, não só enquanto ato físico, mas simbólico de desvalorização e subjugação social da mulher, é um fenômeno tão antigo quanto a própria humanidade. Embora se ouça falar de sociedades (lendárias ou não) que eram lideradas por mulheres, a ampla maioria das civilizações foi caracterizada por modelos de poder e liderança masculinos.

Na literatura feminista e mesmo na literatura das ciências sociais, esse fenômeno é definido nas inúmeras abordagens do conceito de patriarcado. Carole Patman (1988), por exemplo, apontou que o patriarcado é um sistema de poder parecido com o escravismo.

Isso porque no modelo social patriarcal não existe uma regulação pública sobre a esfera de vida privada, por isso, os desequilíbrios de poder no ambiente doméstico não são passíveis de normatização ou fiscalização pela esfera política. Isso permite que esse modelo seja inteiramente sujeito à vontade e ao arbítrio de quem possui o poderio econômico da esfera familiar, o senhor.

Exemplos de práticas do modelo patriarcal são a obrigatoriedade da mulher manter relações sexuais com seu marido a despeito da sua própria vontade, a “legítima defesa da honra masculina”, que por muito tempo foi legal e socialmente aceita.

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No Brasil o patriarcalismo desenvolveu-se a partir da colonização. As grandes extensões de terra administradas por um chefe de família a quem se subordinavam todos, escravos e livres, que estivessem nos limites territoriais do seu domínio. O patriarca, grande proprietário de terras, chefiava uma família estendida, composta desde parentes consanguíneos até apadrinhados, e cada clã funcionava de forma autossuficiente e independente dos outros.

Nesse contexto, como aponta Nísia Floresta, as mulheres eram privadas do acesso à educação e à cidadania política. Além disso eram extremamente reprimidas em sua sexualidade, consideradas irracionais e incapazes, controladas em tudo.

A educadora, intelectual e ativista Nísia Floresta (1810-1885) foi pioneira na defesa do acesso de mulheres brasileiras à educação formal.
A educadora, intelectual e ativista Nísia Floresta (1810-1885) foi pioneira na defesa do acesso de mulheres brasileiras à educação formal.

O processo de urbanização transformou e ressignificou a dominação doméstica:

  • até 1827, mulheres não podiam frequentar escolas básicas;
  • até 1879, mulheres não podiam ingressar no Ensino Superior;
  • até 1932, mulheres não podiam votar;
  • até 1962, mulheres casadas precisavam de autorização do marido para viajar, abrir conta bancária, ter estabelecimento comercial, trabalhar e receber herança;
  • até 1983, mulheres eram impedidas de praticar esportes considerados masculinos, como o futebol.

A ampliação mais abrangente de direitos das mulheres no Brasil ocorreu somente com a Constituição de 1988.

A questão da violência doméstica passou a ser considerada de maneira mais consistente na esfera pública brasileira por meio da criação de conselhos, secretarias de governo, centros de defesa e políticas públicas específicas, já na década de 1980. A primeira Delegacia de Atendimento Especializado à Mulher (DEAM) foi criada em 1985, em São Paulo, e a principal lei para prevenção e punição da violência doméstica é ainda mais recente, a Lei Maria da Penha, sancionada em 2006.

Veja também: O que é sororidade?

Principais causas da violência contra a mulher

A violência contra a mulher tem como origem a construção desigual do lugar das mulheres e dos homens nas mais diversas sociedades. Portanto, a desigualdade de gênero é a base de onde todas as formas de violência e privação contra mulheres estruturam-se, legitimam-se e perpetuam-se.

A desigualdade de gênero é uma relação de assimetria de poder em que os papéis sociais, o repertório de comportamentos, a liberdade sexual, as possibilidades de escolha de vida, as posições de liderança, a gama de escolhas profissionais são restringidas para o gênero feminino em comparação ao masculino.

As causas, portanto, são estruturais, históricas, político-institucionais e culturais. O papel da mulher foi por muito tempo limitado ao ambiente doméstico, que, por sua vez, era uma propriedade de domínio particular que não estava sujeita à mesma legislação dos ambientes públicos.

Sendo assim, a própria mulher era enxergada como uma propriedade particular, sem direito à vontade própria e sem direito à cidadania forjada nos espaços públicos, não à toa o sufrágio feminino e os direitos civis para mulheres são conquistas recentes em muitos países e ainda não completamente efetivadas em nenhum lugar do mundo.

As situações individuais e cotidianas, como sofrer assédio de rua, ter o comportamento vigiado e controlado, não poder usar certas roupas, ser alvo de ciúme, reprimir a própria sexualidade, são sintomas, e não causas, de violações mais dramáticas, como o estupro e o feminicídio.

A violência doméstica não é exclusivamente fruto de um infortúnio pessoal, de uma má escolha, de azar. Ela tem bases socioculturais mais profundas, inclusive as mulheres que rompem a barreira do silêncio e decidem denunciar ou buscar por justiça sentem com muito mais força a reação da estrutura de desigualdade de gênero no desencorajamento, na suspeita lançada sobre a vítima ao invés do agressor.

A causa estruturante, que é a desigualdade de gênero, é agravada por outros fatores que também potencializam a vulnerabilidade à violência, tais como a pobreza, a xenofobia e o racismo. Embora a violência de gênero atinja todas as mulheres, ela se combina com outros fatores e é sentida de maneira mais dura por mulheres pobres, refugiadas e negras.

Tipos de violência contra a mulher

De acordo com a tipificação da Lei Maria da Penha, Lei nº 11.340/2006, são cinco modalidades de violência contra a mulher:

  • Violência física: qualquer ação que ofenda a integridade ou saúde corporal.
  • Violência psicológica: qualquer ação que cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação, como:

– constrangimento

– humilhação

– ridicularização

– isolamento

– perseguição

– chantagem

– controle etc.

  • Violência sexual: qualquer ação que limite o exercício dos direitos sexuais ou reprodutivos, como:

– coação a presenciar ou participar de relação sexual indesejada

– impedimento do uso de método contraceptivo

– indução ao aborto ou à prostituição etc.

  • Violência patrimonial: qualquer ação que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de objetos, bens, recursos, documentos pessoais, instrumentos de trabalho etc.
  • Violência moral: qualquer ação que configure calúnia, injúria ou difamação.

Violência contra a mulher no Brasil

O Brasil tornou-se referência mundial com a Lei Maria da Penha, de 2006, que, além de propor penas mais duras para agressores, também estabelece medidas de proteção às mulheres e medidas educativas de prevenção com vistas a melhorar a relação entre homens e mulheres. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2018 foram aplicadas cerca de 400.000 medidas protetivas.

Os casos em que a medida protetiva é insuficiente para impedir o feminicídio são percentualmente pequenos, portanto, esse é um mecanismo eficaz de proteção a mulheres. Ainda de acordo com o CNJ, correm na Justiça brasileira mais de 1 milhão de processos relacionados à Lei Maria da Penha.

Maria da Penha sobreviveu a duas tentativas de feminicídio, ficou paraplégica e lutou 19 anos por justiça sem que seu agressor fosse punido. [1]
Maria da Penha sobreviveu a duas tentativas de feminicídio, ficou paraplégica e lutou 19 anos por justiça sem que seu agressor fosse punido. [1]

De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2018, a maioria das vítimas de feminicídio foram mulheres, negras, com baixa escolaridade e idade entre 30 e 39 anos, sendo que:

  • 61% eram negras;
  • 70,7% haviam cursado somente o Ensino Fundamental;
  • 76,5% tinham entre 20 e 49 anos.

O panorama apresentado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública é alarmante:

  • 1.206 feminicídios
  • 263.067 casos de violência corporal dolosa
  • 66.041 estupros

As três modalidades de violência contra a mulher são cometidas majoritariamente por homens próximos, da convivência familiar.

Lembre-se de que falamos dos casos notificados. Essas estatísticas significam que, a cada 7 horas, uma mulher é assassinada no Brasil, a cada 2 minutos, há um registro de lesão corporal. Ocorrem 180 estupros por dia no Brasil, mais da metade deles contra meninas menores de 13 anos.

Atlas da Violência, de 2019, realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), aponta que num intervalo de 10 anos, entre 2007 e 2017, o feminicídio praticado no Brasil aumentou 30,7%.

Outro levantamento feito pelo Instituto DataSenado, Pesquisa Nacional sobre Violência Doméstica e Familiar, revela uma tendência de mudança no perfil do agressor. Entre 2011 e 2019, a violência contra mulheres foi praticada em maior percentual pelo atual companheiro, porém, esse perfil demonstrou, nesse intervalo de tempo, uma inclinação à queda. Em 2011, 69% das agressões foram praticadas pelo atual companheiro, em 2019, esse percentual foi de 41%.

Já o número de agressões cometidas por ex-companheiros cresceu, em 2011, eles respondiam por 13% dos casos de violência doméstica, em 2019, eram 39%, tecnicamente empatados com o companheiro atual.

Consequências da violência contra a mulher

A violência contra a mulher é uma das principais formas de violação de Direitos Humanos hoje no mundo. É um tipo de violência que pode acometer mulheres em diferentes clivagens etárias, econômicas, étnicas, geográficas etc. A ameaça iminente e mesmo potencial de sofrer essa forma de violência restringe as liberdades civis das mulheres e limita suas possibilidades de contribuição econômica, política e social para o desenvolvimento de suas comunidades.

A violência contra a mulher bem como todas as formas de violência sobrecarregam sistemas de saúde dos países. Mulheres que sofrem violência são mais propensas a necessitar de serviços de saúde do que mulheres que não sofrem violência, e, em caso de danos permanentes à integridade física e à saúde mental, elas necessitam de tratamento continuado.

Pesquisa realizada no âmbito da área da saúde aponta que entre as principais consequências sofridas pelas mulheres que passam por situação de violência, estão|1|: “sentimentos de aniquilação, tristeza, desânimo, solidão, estresse, baixa autoestima, incapacidade, impotência, ódio e inutilidade”. Entre as doenças que são desenvolvidas, estão:

Mudanças comportamentais, como:

  • insegurança no trabalho
  • dificuldade de relacionamento familiar
  • dificuldades sexuais e obstétricas
  • desenvolvimento do hábito de fumar
  • maior propensão a acidentes

Portanto, as consequências da violência contra mulheres são multidimensionais e afetam desde o âmbito familiar até o mercado de trabalho e a saúde pública.

Por Milka de Oliveira Rezende
Professora de Sociologia

AGORA É OFICIAL: Kel Torres candidato a vereador de Salvador

 

Na convenção do partido Republicanos, realizada nesta segunda feira (14), o comerciante Clermilson Azevedo, conhecido como KEL TORRES,  consolidou sua candidatura para o cargo de vereador da capital baiana.

O jovem comerciante do ramo da construção civil, construiu sua trajetória de vida movido no trabalho e no empreendedorismo, gerando emprego e renda em uma das comunidades mais necessitadas de Salvador.  KEL TORRES  é empresário do segmento de Materiais de Construção no bairro Cajazeiras XI e é por meio do seu engajamento com a necessidade de fortalecer oportunidades para os cidadãos mais necessitados de Salvador e garantir políticas públicas eficientes para o desenvolvimento humano e social da sua comunidade, que decidiu assumir o protagonismo político. ” Sabemos que Salvador é uma grande cidade, e que não é tarefa fácil atender a todas as comunidades. Mas é ai onde temos que fazer a diferença.  Sermos os representantes que observam com olhos atentos as periferias, os bairros mais carentes e que  desenvolvem a sociedade”, disse KEL TORRES que coloca pela primeira vez seu nome para apreciação popular em uma disputa eleitoral.

A convenção do Republicanos aconteceu no Centro de Cultura da Câmara, e contou a presença do deputado federal, João Roma (Republicanos), e dos candidatos a prefeito  e vice prefeito de Salvador pelo Democratas, Bruno Reis  e Ana Paula Matos (PDT), oficializando a coligação do partido na capital baiana.

 

por Caliana Mesquita

 

Polícia Rodoviária Federal apreende quase R$ 1 milhão em Audi na Dutra em Pinda

A Polícia Rodoviária Federal apreendeu quase R$ 1 milhão em espécie escondidos no fundo falso de um Audi A8 na tarde deste domingo (16) na Dutra em Pindamonhangaba. O motorista, que não soube explicar a origem do dinheiro, foi detido.

A abordagem aconteceu na tarde deste domingo na altura do Km 103 da Dutra, no sentido São Paulo. Segundo a PRF, o motorista chamou a atenção dos policiais por dirigir de forma imprudente, com ultrapassagens em alta velocidade pelo acostamento.

Foi feita abordagem ao veículo, um Audi A8, e o motorista de 47 anos apresentou informações confusas aos policiais, que decidiram fazer uma revista no veículo.

No banco de trás, eles encontraram um fundo falso, onde estavam vários pacotes com notas de dinheiro. Ao todo, foram contabilizados R$ 998.580.

Aos policiais, ele afirmou que foi contratado para realizar o transporte da quantia da rodoviária do Rio de Janeiro para um shopping em São Paulo. Pelo transporte, receberia a quantia de R$ 2.000,00.

Nas buscas no carro, os policiais também encontraram uma munição intacta de fuzil, calibre 7,62 mm.

O homem foi preso em flagrante por porte ilegal de munição de uso restrito, e o dinheiro foi apreendido, já que o condutor não apresentou provas da sua procedência lícita. O caso foi encaminhado à Polícia Federal.

Submetralhadora e espingardas apreendidas em menos de 12h

Em menos de 12h, a 70ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Ilhéus) apreendeu uma submetralhadora, espingardas e munições. Os flagrantes aconteceram no sábado (25), durante ações preventivas.

O primeiro caso começou depois de um alerta do Centro Integrado de Comunicações (Cicom) da SSP. Em cinco minutos, guarnições do Pelotão de Emprego Tático Operacional (Peto) chegaram até o bairro Jardim Savoya e encontraram dois homens, após o roubo de um veículo.

De acordo com o comandante da 70ª CIPM, capitão Fábio Luiz Magalhães Ferreira, a dupla não ofereceu resistência. “Ambos fazem parte de uma facção criminosa atuante na região. Demos a voz de prisão e, apesar de estarem bastante agitados por conta do uso de entorpecentes, não reagiram”, disse.

A dupla foi encaminhada para a sede da 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Ilhéus) juntamente com a arma.

Apreensões na zona rural

Cerca de doze horas depois, os PMs, em patrulhamento pelo distrito de Lagoa Encantada, zona rural de Ilhéus, avistaram um suspeito com uma espingarda calibre 36.

“Assim que ele percebeu a nossa presença, fugiu deixando para trás o armamento. Seguimos com as buscas e efetuamos a captura”, contou Magalhães, informando ainda que, após abordagem pessoal, ele revelou a posse de mais cinco armas artesanais, na sua residência.

O suspeito também foi conduzido, juntamente com todo o material apreendido, para a sede da 7ª Coorpin.

Fonte: Ascom / Rafael Rodrigues

SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA DA BAHIA 

PTB Mulher adere à campanha nacional Sinal Vermelho

A presidente nacional do PTB Mulher, Graciela Nienov, anunciou nesta quarta-feira (15) apoio do movimento à campanha nacional Sinal Vermelho. A iniciativa, que conta também com o respaldo das lideranças nacionais e estaduais do PTB e da Juventude do PTB, tem por objetivo ajudar mulheres em situação de violência a pedirem ajuda nas farmácias do país. A ação é organizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres, vinculada ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

 

 

Pedro Lucas Fernandes está entre os 100 mais influentes do Congresso Nacional; Luísa Canziani é parlamentar em ascensão

O líder do PTB na Câmara dos Deputados, Pedro Lucas Fernandes (MA), foi apontado, nesta sexta-feira (17), pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), como um dos 100 parlamentares mais influentes do Congresso Nacional neste ano de 2020. Segundo o levantamento, são 70 deputados e 30 senadores.

Os “Cabeças” do Congresso são aqueles parlamentares que conseguem se diferenciar dos demais na condução de debates, negociações, votações, articulações e formulações, seja pelo saber, pelo senso de oportunidade, pela eficiência na leitura da realidade, que é dinâmica, e, principalmente, pela facilidade para conceber ideias, constituir posições, elaborar propostas e projetá-las para o centro do debate, liderando sua repercussão e tomada de decisão. É o parlamentar que, isoladamente ou em conjunto com outras forças, é capaz de criar seu papel e o contexto para desempenhá-lo.

Além de apontar os mais influentes, o Diap lista os parlamentares de acordo com suas habilidades, recebendo destaque sua característica principal. O petebista Pedro Lucas Fernandes foi classificado como “articulador/organizador”. De acordo com a pesquisa, é o parlamentar com excelente trânsito nas diversas correntes políticas, cuja facilidade de interpretar o pensamento da maioria os credencia a ordenar e criar as condições para o consenso.

Além disso, é aquele que se encarrega de difundir e sustentar as decisões ou intenções dos formadores de opinião, formando uma massa de apoio à iniciativa dos dirigentes dos grupos políticos a que pertence. Normalmente, tem livre acesso aos bastidores, ao poder institucional e alto grau de fidelidade às diretrizes partidárias ou ideológicas do grupo político que integra. Não é necessariamente erudito, intelectual, mas possui instinto político e o dom da síntese.

Na edição de 2019, Pedro Lucas foi listado no grupo “ascensão”, que são aqueles que, mesmo não fazendo parte do grupo dos 100 mais influentes, estão em plena ascensão, podendo, mantida a trajetória ascendente, estar futuramente na elite do Congresso Nacional. Estão entre os 150 mais influentes do Parlamento. Neste ano, o líder do PTB se tornou um dos “Cabeças”. Já a deputada Luísa Canziani (PTB-PR) entrou, neste ano, para o grupo dos 50 parlamentares em “ascensão”. Ambos estão no primeiro mandato.

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